[responsivevoice_button voice=”Brazilian Portuguese Female” buttontext=”Ouça o texto”] Oh, my querido Arnaldo, how are you? Muito tempo faz que we don’t talk, muito menos nos vemos, como hoje. Já estava aperreado, que alegria! Você pegou o beco e foi pro Uruguai, seu metido a cavalo do cão, logo exterior? Vixe! Eu, depois que voltei dos States, no mês passado, decidi escrever a new book massa, que minha mãe sempre sonhou que um dia eu lançaria na Livro 7, desde quando eu era just a kid, esse menino. You know, a vida é um tanto quanto difficult do créu pra quem escreve, ainda mais para um cabra que veio to São Paulo from Recife. O negócio aqui é lançar independente. Sotaque tenho pouco, visse? Abandonei uma expressão diferente por quilômetro rodado. E olha que rodei too much. Mas ainda sobra, porque uma ou outra teima em se manter here with me, e também porque sou apegado, então Recife, States e São Paulo ficam. Mas eu diria que pelo cotidiano, sou quase um paulistano, véio. Cheio de afazeres e pressa e ansiedade e uma melancolia no rosto, mas não me peça para dizer “meu”, que aí eu acho uó. Eu, em pouco tempo de garoa, já chegava desembestado aos compromissos, and se me recordo bem, you too. Não a banda, claro, quer dizer “você também”. Toda vez que fechavam uma porta, extintos meus quinze minutos de tolerância, eu passei a citar o trânsito da cidade. E não é que funciona? As pessoas até se sentem mais íntimas quando você reclama de algo. Estar atrasado por conta do trânsito parado é união na certa, em comunhão de bens. Paulistano pelo dia a dia, mas cidadão do mundo pela vida, Arnaldo. Você gazeou no trampo uma vez, lembra? Borocochô disse que ia fazer exame de sangue e não apareceu mais. O povo tabacudo do escritório acreditou que you were sick de verdade. Quem te conhece não te compra, visse? Gazeou justo naquele dia que o alarme de incêndio soou e fomos obrigados a arribar do prédio. Você nos poupou de nos mangar, de se arretar. For sure, você ia reclamar de ter que sair às pressas stairs abaixo com sua jaquetinha pendurada no braço. Não somos íntimos desse tanto, but, I know que você ia ficar com a gota serena. Você é a great cabra, visse? Mas também arretado que a peste, understand? Você conhece Recife? Beautiful city, Arnaldo. Não é legalize como o seu Uruguai, mas é bonita de se ver, não tanto de se viver. O crime lá aumentou demais. Mas tá comigo, tá com God. Vamos pra lá together um dia. E você conhece a história de Biu do Olho Verde e da Perna Cabeluda, a gente arrodeia por lá, bate um comeu morreu, resenha sobre nossos dreams, and filosofa about the life, sobre the books que are not on the table, mas ainda em nossas mentes, para o futuro da literatura. Espero que esteja ainda escrevendo, você era good nisso. E como reclamava da redação publicitária, ficava com a mulesta dos cachorro falando da política, se arengava com a situação dos animais abandonados on the streets, das pessoas que comiam meat de animal no jantar à luz de velas, da cerveja quando vinha hot no boteco do seu Zé. Por sinal, você reclamava é de um tudo, pegava ar sooo easy das coisas, da gente fuxiqueira, da nova ficção científica. Mas foi tudo isso que te manteve guardado até hoje em meu heart. Pronto! Já passado dos trinta e falando melações para um cabra like you. I like you, Arnaldo! Não tenho certeza do que sinto, mas tenho convicção de que é very strong, cabra. Tenho apego pela língua falada e tenho apego por você!

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