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Minha voz sai à caça do que meus olhos não alcançam.

                                               Com um giro de língua abarco mundos e volumes de mundos.

                                                                       Walt Whitman

 

 

 

Evito o rumor dos automóveis silenciando aos corações

Aprendo a respirar lentamente, mesmo que o nada aproxime.

Mudo corpo desfaz-se pelos sete guizos do vento

A pergunta: qual terra a mover teus pés?

As ilhas mudaram de lugar depois da explosão

O tremer alçará aos sinais elétricos

Sinais futuros para um poema bélico. As peças não encaixam

No antigo quebra-cabeça de um fundo submerso de mar

Ao lado de dentro as janelas nossas ilhas concretas

Os olhos parados desaparecem feito nas estrelas que perderam

Seu brilho em profusão de luzes. Noite nenhum porto espelha o céu.

A natureza não é a imagem de si. Não conte, não há imagem pronta

Para a vida, essa agitação monótona.

Aqui os automóveis partem sempre

Para a chegada. Caminham para trás

Embandeirando as chegadas dos desejos

Em sanguíneas manchas de mar no sal do corpo

Afogaria ao dissolver em paquetes um apito de retorno

Whitman em seu pátio atravessado dentro do coração.

Agora, os caminhos refeitos rarefeitos

Para traduzir das folhagens o parque, debaixo da sombra

Imóvel da mangueira e entender o irreal do corpo

Agora, desfeitos na dança do tango

A contorcionista confundindo-se com o verde

Dos seres que misteriosamente habitam a dimensão

Das folhagens confundidas com o verde dos olhos

Que não importam mais. Nada mais importa se estávamos gastos

Se importar com o corpo que caminhando lentamente subtrai-se

Pelas ruas coloniais e quando rasgasse ao que permanece

Estaríamos vivos nas sombras de nós

Entre os passos inventou-se uma saída

Para os esquecimentos

Outra saída porque as terras

Foram escondidas dentro dos mapas

Vento nosso pensamento de irreconhecível

Terras a mover um silêncio que detém sobre mim

O que só o coração diz.

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